O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou uma queda de 5,3 pontos em janeiro, o menor nível desde agosto de 2020

Victor Meira - [email protected]
Publicado em 07/02/2022, às 09h29
Depois de um período de recuperação no nível de empregos no Brasil, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) apresentou uma queda de 5,3 pontos em janeiro. O indicador registra 76,5 pontos, o menor nível desde agosto de 2020, que foi de 74,8 pontos. Em relação a médias móveis trimestrais, o IAEmp recuou 3,6 pontos, para 80,4 pontos. O IAEmp foi publicado, na manhã desta segunda-feira (07), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre).
O economista da FGV, Rodolpho Tobler, aponta que a queda do nível de empregos em janeiro foi influenciada por dois fatores: a desaceleração econômica do 4º trimestre e o surto de Ômicron e Influenza em 2022.
“Depois de um período de recuperação ao longo de 2021, o IAEmp mantém a trajetória de queda pelo terceiro mês consecutivo. A piora mais acentuada no início de 2022 decorre da combinação da desaceleração econômica iniciada no 4º trimestre com o surto de Ômicron e Influenza que afeta principalmente o setor de serviços, que é o maior empregador. Tornando no curto prazo difícil vislumbrar uma alteração no curso do indicador”, afirma Tobler.
Em janeiro, todos os componentes do IAEmp contribuíram negativamente para o resultado. O grande destaque negativo foi o indicador de Situação Atual dos Negócios da Indústria, que contribuiu -1,6 ponto na variação do IAEmp no primeiro mês do ano.
Além disso, também destacaram os indicadores que mede a Tendência dos Negócios nos próximos seis meses e as intenções de contratação nos próximos três meses (Emprego Previsto), ambos no setor de Serviços, que contribuíram -1,0 e -0,9 ponto para a variação do IAEmp.
O IAEmp é o Indicador Antecedente de Emprego que tem a função de antecipar os principais movimentos do mercado de trabalho no Brasil, com base em dados extraídos das Sondagens Empresariais e do Consumidor produzidas pelo FGV IBRE.
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Os dados relativos às expectativas em relação ao mercado de trabalho são extraídos da Sondagem do Consumidor, enquanto os dados relativos ao emprego previsto, à situação atual dos negócios e à tendência dos negócios são extraídos da Sondagem da Indústria e da Sondagem de Serviços, individualmente.
*com informações da FGV
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