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3ª fase do Desenrola deve renegociar até R$ 90 bi, diz ministro da Fazenda

Na última quarta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas

Prédio do Ministário da Fazenda
Prédio do Ministário da Fazenda - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Douglas Terenciano

Douglas Terenciano

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Publicado em 22/10/2026, às 08h18 - Atualizado às 08h33

Na última quarta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas a serem renegociadas na primeira etapa do Desenrola 3.0. Segundo ele, o edital de chamamento dos bancos e de outras instituições dará início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em vender carteiras de crédito à União.

Apesar do volume previsto, o custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa. As informações são da Agência Brasil.

Vale destacar que as instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer. A etapa, no entanto, não é uma convocação para que os consumidores renegociem suas dívidas, mas um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixas de renda.

Além disso, o chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Para participar da etapa seguinte, os credores deverão apresentar carteiras de dívidas que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto.

O procedimento será dividido em etapas: chamamento: publicação do edital para manifestação de interesse dos credores; apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para informar os débitos elegíveis; definição do leilão: análise do volume apresentado, com separação por faixas de renda; e compra das dívidas: realização do leilão, previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

O governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). No entanto, caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, o governo poderá comprar mais dívidas de alta renda.

Credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas

A estimativa inicial é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. Como o programa exige deságio mínimo de 90%, a União pagaria, no máximo, 10% do valor nominal das carteiras adquiridas.

Na hipótese de compra de todo o montante estimado, o desembolso seria de até R$ 9 bilhões. O governo, porém, não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas. A intenção é estabelecer um orçamento para o leilão e estimular a concorrência entre os credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido.

De acordo com Dario Durigan, o governo pretende manter o Desenrola 3.0 como uma política de Estado para enfrentar o endividamento e facilitar a recuperação do acesso ao crédito. A próxima etapa será a análise das carteiras apresentadas pelos credores. Somente depois desse levantamento a Fazenda deverá definir o volume de dívidas a ser efetivamente adquirido e as condições do leilão.

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