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CPI do MEC: comissão consegue assinaturas necessárias para abrir investigação; veja quem assinou

O mínimo de um terço do Senado é suficiente para abrir a CPI do MEC. Processe deve investigar esquema de corrupção que levou a prisão de Milton Ribeiro

Pedro Miranda* | [email protected]
Publicado em 23/06/2022, às 17h39

Pacheco disse que a proximidade das Eleições 2022 pode prejudicar a implementação da CPI do MEC
Pacheco disse que a proximidade das Eleições 2022 pode prejudicar a implementação da CPI do MEC - Agência Brasil
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As assinaturas necessárias para abrir a comissão para abrir CPI do MEC (Ministério da Educação) foram conquistadas nesta quinta-feira (23). O autor do pedido, senador Randolfe Rodrigues, fez o anúncio à imprensa na tarde desta quinta. O documento foi assinado por 27 senadores, o nome de 26 deles foram divulgados antes. O último senador a assinar a lista foi Giordano Bruno (SP).

O mínimo de um terço do Senado é suficiente para iniciar o processo de investigação com a CPI do MEC do esquema de corrupção que levou às prisões do ex-ministro do Ministério da Educação Milton Ribeiro e de pastores evangélicos, que foram revogadas no começo da tarde desta quinta pelo desembargador Ney Bello, do TRF-1.

Segundo denúncias publicadas pela imprensa e em investigação pela Polícia Federal, Milton e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos estariam envolvidos em um esquema de cobrança de propinas para liberar, para prefeituras, recursos para projetos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Veja o nome de todos os senadores que assinaram o documento para iniciar a CPI do MEC

O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que está manifestando resistência à CPI, vai determinar a abertura da investigação. Na quarta-feira, Pacheco disse que a proximidade das Eleições 2022 pode prejudicar a implementação da CPI do MEC porque é uma investigação isenta, “que tem um tempo necessário, à própria composição dela, com todos os senadores dedicados na comissão parlamentar de inquérito".

Na perspectiva do senador Alessandro Vieira (PSDB), a contrariedade de Pacheco repete o que ocorreu na CPI da Covid, quando o presidente do Senado também resistiu à abertura da investigação. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisou intervir e determinar a instalação da comissão no Senado. Pacheco chegou a adiar por mais de um mês depois que senadores da oposição conseguiram o número necessário de assinaturas.

Veja quem assinou para abertura da CPI do MEC:

1. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
2. Paulo Paim (PT-RS)
3. Humberto Costa (PT-PE)
4. Fabiano Contarato (PT-ES)
5. Jorge Kajuru (Podemos-GO)
6. Zenaide Maia (Pros-RN)
7. Paulo Rocha (PT-PA)
8. Omar Aziz (PSD-AM)
9. Rogério Carvalho (PT-SE)
10. Reguffe (União Brasil-DF)
11. Leila Barros (PDT-DF)
12. Jean Paul Prates (PT-RN)
13. Jaques Wagner (PT-BA)
14. Eliziane Gama (Cidadania-MA)
15. Mara Gabrilli (PSDB-SP)
16. Nilda Gondim (MDB-PB)
17. Veneziano Vital do Rego (MDB-PB)
18. José Serra (PSDB-SP)
19. Eduardo Braga (MDB-AM)
20. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
21. Cid Gomes (PDT-CE)
22. Alessandro Vieira (PSDB-SE)
23. Dario Berger (PSB-SC)
24. Simone Tebet (MDB-MS)
25. Soraya Thronicke (União Brasil-MS)
26. Rafael Tenório (MDB-AL)
27. Giordano Bruno (SP)

Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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