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Caso Americanas pode se tornar a maior falência da história do Brasil

Segundo jornal, novos números divulgados apontam que Caso Americanas tem rombo total que chega aos R$ 50 bilhões; Empresa emitiu comunicado ontem

Fachada de uma loja da Americanas
Fachada de uma loja da Americanas - JC Concursos Divulgação
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

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Publicado em 14/06/2023, às 10h10

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O caso Americanas pode ser tornar a maior falência do Brasil, é o que afirma publicação do jornal Folha de S. Paulo ao revelar que a negociação com bancos credores chega aos R$ 50 bilhões. 

No comunicado divulgado nesta terça-feira (13), a Americanas admitiu a existência de fraudes em seus balanços que ultrapassam os R$ 20 bilhões em "inconsistências contábeis" mencionadas pelo ex-CEO da empresa, Sergio Rial, em 11 de janeiro.

Segundo o comunicado, a fraude envolvia a suposta contratação de bônus junto à indústria, uma prática comum no varejo, em que fabricantes concedem descontos para grandes encomendas. 

Esses descontos eram registrados como "contratos de verba de propaganda cooperada e instrumentos similares (VPC)", e o nome do fabricante era associado às campanhas da Americanas, o que garantia o desconto na compra dos produtos. No entanto, esses descontos nunca foram de fato concedidos. 

De acordo com o relatório, os lançamentos de VPC, realizados ao longo de um período significativo, totalizaram cerca de R$ 21,7 bilhões em 30 de setembro de 2022, com base em números preliminares e não auditados.

Segundo o comunicado divulgado, os contratos de VPC, que foram criados ao longo do tempo e não possuíam lastro financeiro associado, tiveram contrapartidas contábeis no balanço patrimonial. 

Essas contrapartidas se deram principalmente por meio de lançamentos redutores na conta de fornecedores, totalizando aproximadamente R$ 17,7 bilhões em 30 de setembro de 2022, com base em números preliminares e não auditados. 

A diferença de R$ 4 bilhões foi registrada em lançamentos contábeis de outras contas do ativo da empresa, conforme informado no fato relevante.

Além disso, o comunicado menciona que as operações de financiamento de compras, como risco sacado, forfait ou confirming, somaram cerca de R$ 18,4 bilhões, enquanto as operações de financiamento de capital de giro alcançaram aproximadamente R$ 2,2 bilhões, com base em números preliminares.

No que diz respeito à operação de risco sacado, essa é uma prática comum no varejo, em que um agente financeiro antecipa o pagamento ao fornecedor, cobrando juros por isso. 

O exemplo dado é de uma compra de um produto por R$ 10, em que o fornecedor deseja antecipar o pagamento e negocia com um banco, recebendo R$ 9 pela mercadoria, enquanto o banco fica com a diferença.

A Americanas também identificou lançamentos redutores na conta de fornecedores originados por juros sobre operações financeiras, que deveriam ter sido registrados no resultado da empresa ao longo do tempo, totalizando cerca de R$ 3,6 bilhões, com base em números preliminares e não auditados.

Portanto, somando todos os valores mencionados no fato relevante, o déficit contábil chega a aproximadamente R$ 45,9 bilhões. A Folha de S. Paulo procurou a empresa para confirmar esses valores, mas não se pronunciou até a publicação do texto.

No início de fevereiro, o administrador judicial da Americanas já havia apontado uma dívida total de cerca de R$ 47,9 bilhões. Quando entrou em recuperação judicial em 19 de janeiro, as dívidas da empresa totalizavam cerca de R$ 43 bilhões.

*Com informações da Folha de S. Paulo 

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