Você sabe reconhecer sintomas de depressão? Veja importantes sinais da doença
Esta doença é uma das principais causas de incapacitação em todo o mundo. Saiba reconhecer sintomas de depressão que requerem tratamento urgente
Glícia Lopes Publicado em 18/08/2022, às 10h58
A sensação de vazio, desânimo e tristeza constante pode até ser comum, mas esconde um grave perigo. Caracterizada por sentimentos como esses, a depressão é responsável por uma espécie de pandemia global da doença, já que os índices de diagnóstico em todo o mundo apontam que o número de casos de depressão cresceu. Diante desse cenário, é cada vez mais importante saber reconhecer os sintomas de depressão, a fim de que se realize o diagnóstico precoce, bem como o tratamento.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e tem grande responsabilidade no surgimento de outras doenças. Além de incapacitar a pessoa, o pior dos cenários pode levar ao suicídio, demonstrando a gravidade da doença.
A estimativa da OMS é que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofram da doença. As mulheres são as mais afetadas. No Brasil, o número de pessoas com depressão ultrapassa os 11 milhões. A pandemia de Covid-19 foi um agravante para o aumento dos casos, como apontou a pesquisa Vigitel 2021, levantamento mais completo sobre saúde do país, que indicou que entre 2021 e 2022 mais 11,3% da população brasileira recebeu um diagnóstico para a doença.
Felizmente existem diversas medidas que podem ser tomadas para evitar os avanços da depressão e o agravamento dos casos, além de diminuir o risco de desenvolver outras doenças, já que a doença psíquica afeta consideravelmente o sistema imunológico. Para isso, é importante saber reconhecer os sintomas de depressão para iniciar a intervenção.
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Como reconhecer sintomas de depressão
Antes de mais nada, a depressão é uma doença classificada como um transtorno de humor, e os sintomas de depressão envolvem tristeza profunda, perda de prazer nas atividades que antes gostava, desânimo, desesperança e incapacidade de realizar atividades cotidianas. O transtorno também gera sentimentos ruins sobre si, como baixa autoestima, autodepreciação e autossabotagem.
No cérebro, a depressão ocorre devido a um desequilíbrio químico, quando algumas funções dos neurônios não agem normalmente. Com a queda dos neurotransmissores: noradrenalina, dopamina e serotonina, responsáveis pela regulação do humor, sono, apetite e atividade motora, quadros de depressão podem surgir. No entanto, cada organismo apresenta a doença de uma forma.
Deve se preocupar com a depressão, no caso de observar os seguintes sintomas, com frequência diária, por pelo menos duas semanas:
- sentimentos de tristeza, ansiedade, vazio, desesperança, inutilidade e pessimismo;
- chorar muito e com frequência;
- sentir-se incomodado, irritado ou com raiva;
- perder o interesse por atividades e coisas das quais gostava;
- sentir-se sem energia ou com fadiga;
- ter dificuldade em se concentrar, lembrar de situações ou tomar decisões;
- mover-se ou falar mais devagar;
- apresentar dificuldades para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais;
- ter alterações de apetite ou peso;
- sentir dor física crônica sem causa clara que não melhora com o tratamento (dores de cabeça, dor distúrbios no estômago e intestino, cólicas); e
- apresentar pensamentos de morte, suicídio, automutilação ou tentativas de suicídio.
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Além desses sintomas incapacitantes, a depressão pode ajudar a complicar ou desenvolver quadros de:
- doenças cardiovasculares;
- obesidade;
- diabetes;
- fibromialgia;
- asma;
- artrite;
- câncer;
- entre outras.
O tratamento para depressão envolve uma variedade de abordagens, sendo necessária a avaliação específica para cada pessoa. Existe intervenção medicamentosa para os quadros moderados e graves, que pode e deve ser associada a outros recursos terapêuticos, como: psicoterapia; Práticas Integrativas e Complementares (PICS): (yoga, meditação, reiki, aromaterapia, acupuntura, quiropraxia, etc.); atividade física; e alimentação adequada.
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