Concurso PF: diretor-geral Andrei Rodrigues reforça necessidade de aumento do efetivo
Mesmo com um concurso PF (Polícia Federal) em andamento, novas seleções poderão ser realizadas futuramente, em caso de ampliação do quadro
Fernando Cezar Alves Publicado em 10/06/2026, às 07h22
Mesmo com um concurso PF (Polícia Federal) realizado recentemente, ainda em andamento, novas seleções poderão ser necessárias no decorrer dos próximos anos. Acontece que a instituição ainda necessita de reforço em seu quadro efetivo de servidores, conforme anunciado na última terça-feira, 9 de junho, pelo diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa "O é da coisa!". Quando questionado sobre o que falta no campo institucional para que a PF possa conseguir melhorar ainda mais suas atribuições, Rodrigues disse que é necessário dobrar o quantitativo de servidores. Vale lembrar que, em dezembro de 2025, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou a necessidade de aumentar o efetivo de pessoal na corporação.
"Tivemos um tempo recente que foi muito danoso para a instituição. Uma instabilidade muito grande, com ausência de reajustes e fortalecimento institucional. Agora, a Polícia Federal teve uma readequação salarial e teve autorizado, pela primeira vez na história, o preenchiimento de 100% de seus quadros policiais. São mais 2.500 policiais federais que ingressarão, além de 200 servidores administrativos que já ingressaram"
Continua:
"Dentro de uma gama de serviços que já estão sendo oferecidos eu acho que a Polícia Federal deveria, talvez, dobrar o seu efetivo, para que nós possamos ter mais policiais na região de fronteira, mais policiais em portos e aeroportos e tenhamos investimentos em tecnologia (...) Então para que a Polícia Federal possa melhorar sua atuação é necessário ter uma melhor cooperação internacional e doméstica, um maior efetivo e investimentos em tecnologia".
A corporação fechou o ano de 2025 com um total de 2.365 vagas em aberto, da seguinte forma:
- agente - 1.441 vagas em aberto
- perito criminal - 95 vagas em aberto
- delegado -341 vagas em aberto
- escrivão - 450 vagas em aberto
- papiloscopista - 38 vagas em aberto
Concurso PF: veja declaração do diretor
As declarações podem ser conferidas a partir de 53min30seg
Saiba como foi a última seleção
O último concurso PF para a área policial é recente e teve início em maio de 2025, com oferta de 1.000 vagas. A banca organizadora, na ocasião, foi o Cebraspe.
A distribuição de vagas foi feita da seguinte forma:
- delegado -120 vagas, sendo 90 para ampla concorrência, 24 negros e 6 pcds
- perito criminal - 69 vagas
- agente de polícia - 630 vagas, sendo 472 para ampla concorrência, 126 negros e 32 pcds
- escrivão de polícia - 160 vagas, sendo 120 para ampla concorrência, 32 negros e 8 pcds
- papiloscopista - 21 vagas, sendo 15 para ampla concorrência, 4 negros e 2 pcds.
A distribuição de vagas para peritos foi feita da seguinte forma:
- contabilidade - 16 vagas, sendo 12 para ampla concorrência, 3 negros e 1 pcd
- engenharia elétrica / eletrônica - 1 vaga
- informática forense - 24 vagas, sendo 17 para ampla concorrência, 5 negros e 2 pcds
- geologia forense - 5 vagas, sendo 3 para ampla concorrência, 1 negro e 1 pcd
- engenharia civil - 2 vagas
- engenharia cartográfica -1 vaga
- medicina legal - 1 vaga
- física forense - 1 vaga
- engenharia de minas - 1 vaga
- genética forense - 1 vaga
- engenharia ambiental - 1 vaga
- antropologia forense - 1 vaga
- meio ambiente - 14 vagas, sendo 10 para ampla concorrência, 3 netros e 1 pcd
Sobre PF - Polícia Federal
A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.