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Senado aprova fim da escala 6x1 e milhões de brasileiros serão beneficiados

Foi uma noite história para o trabalhador brasileiro. A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988

Douglas Terenciano   Publicado em 15/10/2026, às 09h03 - Atualizado às 09h27

Divulgação

Na noite da última quarta-feira (14), o plenário do Senado Federal aprovou, em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6x1 de trabalho, sem redução salarial. Com a aprovação, milhões de trabalhadores serão beneficiados.

Para a aprovação, foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos. Vale destacar que o quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação. As informações são da Agência Brasil.

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O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

Foi uma noite história para o trabalhador brasileiro. A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Senado aprova fim da escala 6x1, e agora?

Pelo texto aprovado, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

Durante o período de transição (entre o 2º e o 14º mês), o empregador precisará reorganizar as duas horas retiradas da carga antiga.

Milhões de trabalhadores serão beneficiados, diz pesquisa

De acordo com dados de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025, o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores.

Este número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana. Ainda segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

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