Brasil cria 137,3 mil empregos formais em janeiro; salário médio sobe 4,12%
Dados do Novo Caged mostram saldo positivo no mercado de trabalho, com destaque para a indústria. Nordeste foi a única região com queda. Entenda os números!
Victor Meira Publicado em 26/02/2025, às 16h52
O Brasil registrou um saldo positivo de 137.303 empregos formais em janeiro de 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado reflete 2,27 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos, consolidando um estoque de 47,3 milhões de vínculos ativos sob regime CLT no país.
Um dos destaques do relatório foi o aumento de 4,12% no salário médio dos novos contratados. Em dezembro de 2024, a remuneração inicial era de R$ 2.162,31, subindo para R$ 2.251,33 em janeiro - acréscimo de R$ 89,02. Para o ministro Luiz Marinho, o dado reforça a "recuperação do poder de compra do trabalhador".
Indústria lidera geração de vagas; comércio preocupa
Quatro dos cinco grandes setores econômicos tiveram saldo positivo:
- Indústria Geral: +70.428 vagas
- Serviços: +45.165
- Construção: +38.373
- Agropecuária: +35.754
Já o comércio registrou 52.417 postos fechados, único segmento com resultado negativo. Marinho atribuiu a queda a "oscilações sazonais", mas destacou a força da indústria como "motor do emprego formal".
Críticas ao "mercado sem CPF"
Durante o anúncio, o ministro voltou a criticar projeções pessimistas sobre a economia. “Em 2023, previram um PIB de 0,7%, e crescemos 3,2%. Agora, tentam novamente subestimar o Brasil. Não sei quem é esse ‘tal mercado’ que não apresenta CPF para debater”, ironizou.
Marinho defendeu que políticas de valorização do salário mínimo e diálogo com setores produtivos são essenciais para controlar a inflação sem prejudicar o crescimento.
Sul e Centro-Oeste se destacam; Nordeste tem queda
Regiões com saldo positivo:
- Sul: +65.712 vagas (alta de 0,76%)
- Centro-Oeste: +44.363 (1,06%)
- Sudeste: +27.756 (0,12%)
- Norte: +1.932 (0,08%)
O Nordeste foi a única região com redução: -2.671 postos (-0,03%). Entre os estados, São Paulo liderou (+36.125 vagas), seguido por Rio Grande do Sul (+26.732) e Santa Catarina (+23.062). Na contramão, Rio de Janeiro (-12.960) e Pernambuco (-5.230) tiveram os piores desempenhos.
Perspectivas para 2025
No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é de +1,65 milhão de empregos. Para Marinho, os números mostram uma economia "aquecida e pronta para avançar", mesmo com desafios externos.
Segundo ele, a expectativa é que setores como construção civil e energia renovável continuem impulsionando vagas, especialmente em regiões com investimentos em infraestrutura.
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