Atrasados do INSS: Justiça libera R$ 2,8 bilhões para segurados
Pagamentos contemplam quem venceu ações e pode chegar a R$ 97 mil
Nara Mercado Publicado em 24/04/2026, às 08h10
O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou a liberação de R$ 2,8 bilhões em atrasados do INSS para aposentados, pensionistas e outros beneficiários que venceram ações judiciais contra o órgão. Ao todo, cerca de 178 mil segurados serão contemplados em aproximadamente 130 mil processos.
Os valores são pagos por meio das chamadas RPVs (Requisições de Pequeno Valor), destinadas a dívidas de até 60 salários mínimos, o equivalente a R$ 97.260 em 2026.
Quem tem direito aos atrasados
Recebem os valores os segurados que:
- Ganharam ação judicial contra o INSS
- Estão em processos sem possibilidade de recurso (trânsito em julgado)
- Tiveram a ordem de pagamento emitida pela Justiça em março
Os atrasados envolvem revisões ou concessões de benefícios como aposentadorias, pensões, auxílios e BPC.
Quando o dinheiro será pago
O pagamento das RPVs costuma ocorrer em até 60 dias após a liberação judicial. No entanto, a data exata depende do Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pelo caso.
Após a liberação, os tribunais iniciam o processamento e abrem contas na Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil para depósito.
Como consultar o pagamento
Para saber quando vai receber, o segurado deve acessar o site do TRF responsável pelo processo ou consultar seu advogado.
Na consulta, é possível verificar:
- O valor no campo “valor inscrito”
- O status do pagamento, que aparecerá como “pago total ao juízo” quando liberado
Diferença entre RPV e precatório
- RPV: valores de até 60 salários mínimos, pagos mais rapidamente
- Precatório: valores acima desse limite, pagos apenas uma vez por ano
Entenda o que são os atrasados
Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem conseguiu, na Justiça, aumento ou concessão de benefício. Esses valores podem incluir diferenças acumuladas ao longo dos anos.
A recomendação é acompanhar o andamento do processo e consultar apenas canais oficiais para evitar erros ou desinformação.