Concurso PF: ministro Lewandowski confirma preenchimento de 2 mil vagas até 2026

Concurso PF (Polícia Federal) será destinado para diversos cargos de nível superior, com remunerações iniciais de até R$ 26,3 mil

Fernando Cezar Alves   Publicado em 09/04/2025, às 13h38 - Atualizado às 15h07

Concurso PF: ministro Ricardo Lewandovski TSE

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado Federal, nesta quarta-feira, 9 de abril, confirmou que, embora o novo concurso PF (Polícia Federal) para a área de segurança conte com autorização de 1.000 vagas servirá para op preenchimento de 2 mil oportunidades, sendo 1.000 em 2025 e 1.000 em 2026. A declaração reforça informação já anunciada recentemente pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A publicação do edital deve ocorrer, no mais tardar, até 14 de agosto.

Sobre o novo concurso PF, disse Lewandowski:

"Conseguimos, a duras penas, que a Polícia Federal pudesse ter mil homens em concursos públicos nas suas diversas categorias este ano e mais mil homens no ano que vem. Mas precisamos dobrar o efetivo, de todas as polícias federais que aqui estão" representadas" 

O processo está em fase de escolha da banca organizadora, que deve ser anunciada em breve. Somente após a confirmação da empresa e a assinatura do respectivo contrato poderá ser confirmada a data precisa de publicação do edital. A mais cotada é o Cebraspe, segundo o presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), Marcos Camargo. 

O certame já conta com previsão de contratação ainda em 2025 de mil servidores. Para isso, é possível que o edital seja divulgado antes mesmo da data limite prevista.

As 1.000 vagas oficialmente autorizadas estão distribuídas da seguinte forma:

Para todos os cargos é exigido nível superior para ingresso, com iniciais de até R$ 26.300, com reajustes previstos para ocorrer já no próximo mês de maio.

Para os cargos de perito e delegado, as remunerações iniciais são de R$ 26.300. No entanto, contarão com dois reajustes, da seguinte forma:

Para agente, escrivão e papiloscopista, atualmente o valor é de R$ 13.900,55, passando para:

Além desse valor, os aprovados também receberão R$ 1.000 de auxílio-alimentação.

Saiba como foi a última seleção

O último concurso PF foi realizado em 2021, quando foram oferecidas 1.500 vagas para cargos de nível superior, em diversos cargos. A banca organizadora foi o Cebraspe.

A distribuição foi a seguinte:

A seleção contou com as seguintes etapas:

Para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, a prova objetiva contou com três blocos, com 60 questões no bloco I, 36 no II e 24 no III, além da prova dissertativa, com até 30 linhas. Para delegado, a prova objetiva contou com 120 questões e a dissertativa, com três questões e uma peça profissional.

Para delegado, as questões versaram sobre direito administrativo, direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito empresarial, direito internacional público e cooperação internacional, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito previdenciário e direito financeiro e tributário.

Para agente de polícia, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral.

Para escrivão, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral e arquivologia.

Para papiloscopista, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, biologia, física e química.

 

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Sobre PF - Polícia Federal

A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.