Concurso PF: edital para 192 vagas "prestes a sair", anuncia governo
Novo concurso da PF (Polícia Federal) contará com 192 vagas para cargos de ensinos médio e superior. O Cebraspe foi definido como banca organizadora
Fernando Cezar Alves Publicado em 01/04/2025, às 12h51 - Atualizado às 15h09
O edital do concurso PF (Polícia Federal) para a área administrativa está "prestes a sair". A confirmação foi feita nesta terça-feira, 1 de abril, pelo próprio Governo Federal, por meio de publicação em suas redes sociais. A banca já está definida e será o Cebraspe. Desta forma, a expectativa é de que a assinatura do contrato seja divulgada no decorrer dos próximos dias, permitindo a liberação do documento. De acordo com a portaria que autoriza a seleção, o edital deve sair, no mais tardar, até 6 de junho.
Ao todo, a PF oferecerá 192 vagas, sendo 100 para quem possui ensino médio e 92 para nível superior,com iniciais de até R$ 9.547,40.
No caso de ensino médio, todas as 100 vagas são para o cargo de agente administrativo, com remuneração inicial de R$ 6.173,31, já considerando o R$ 1 mil de auxílio-alimentação.
Para nível superior, a distribuição de vagas será a seguinte:
- assistente social - 13 vagas
- contador - 9 vagas
- enfermeiro - 3 vagas
- médico - 35 vagas
- psicólogo - 6 vagas
- farmacêutico - 2 vagas
- nutricionista - 1 vaga
- estatístico - 4 vagas
- administrador - 6 vagas
- técnico em comunicação social - 3 vagas
- técnico em assuntos educacionais - 10 vagas
As remunerações iniciais são de R$ 9.547,40 para os médicos e R$ 7.296,69 para os demais cargos de nível superior, já considerando os R$ 1 mil de auxílio-alimentação.
As taxas já estão definida e serão as seguintes:
- ensino médio - R$ 90
- nível superior - R$ 110
O prazo entre a publicação do edital e a apliação das provas será de dois meses.
Concurso PF: veja como serão as provas
De acordo com o termo de referência do certame, a seleção contará com as seguintes etapas:
- prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, composta por 120 itens de julgamento “certo” ou “errado”, sendo 50 de conhecimentos gerais e 70 de conhecimentos específicos;
- prova discursiva (redação) para o cargo de nível médio, de caráter eliminatória e classificatória, com o objetivo de avaliar a habilidade de expressão na modalidade escrita em prosa e de aplicação das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa na produção textual; e
- prova discursiva para ensino superior, de caráter eliminatório e classificatório, que consistirá na elaboração de texto dissertativo de até 30 linhas a respeito do conhecimento específico do cargo.
As provas objetivas e discursivas poderão ser realizadas no mesmo turno, com tempo de duração de cinco horas.
Veja publicação
Saiba como foi a última seleção
O último concurso PF para a área administrativa foi realizado em 2013. Nesse certame, foram oferecidas 566 vagas, sendo:
- 534 vagas para agente administrativo (nível médio), com lotações disponíveis em todos os estados do país; e
- 32 vagas para nível superior, destinadas exclusivamente ao Distrito Federal.
A banca organizadora responsável pelo concurso foi o Cebraspe.
Para todos os cargos a seleção contou com 120 questões, da seguinte forma:
- conhecimentos básicos – 50 questões; e
- conhecimentos específicos – 70 questões.
Para agente administrativo, a parte de conhecimentos básicos contou com temas sobre:
- língua portuguesa;
- noções de informática;
- raciocínio lógico;
- atualidades;
- noções de direito administrativo; e
- noções de direito constitucional.
Para os cargos de nível superior, a parte de conhecimentos básicos versou sobre:
- língua portuguesa;
- raciocínio lógico;
- noções de informática;
- noções de direito administrativo; e
- noções de direito constitucional.
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Sobre PF - Polícia Federal
A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.