Concurso PF: corporação confirma início dos preparativos de seleção para 1.000 vagas

O novo concurso PF (Polícia Federal) contará com oportunidades para cargos da área de segurança, com exigência de nível superior

Fernando Cezar Alves   Publicado em 05/03/2025, às 08h45 - Atualizado às 14h12

Concurso PF: servidores da PF: Divulgação

O novo concurso PF (Polícia Federal) para a área policial já está em fase de preparação, de acordo com as últimas informações divulgadas pela corporação. O certame já está autorizado desde fevereiro, com publicação do edital prevista para ocorrer, no mais tardar, até o dia 14 de agosto. Além disso, no último dia 27 de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a reestruturação da carreira, por meio da nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que deve ser enviada, até junho, ao Congresso Nacional.

A expectativa é de que a comissão organizadora seja anunciada nos próximos dias. O grupo é responsável pela elaboração do edital e pela escolha da banca responsável pela aplicação das provas. Após estes procedimentos e a assinatura do respectivo contrato poderá ser confirmada a data precisa de liberação do edital. 

O novo concurso PF foi autorizado para o preenchimento de 1.000 vagas ainda em 2025. No entanto, o diretor-geral da corporação, Andrei Passos, confirmou que o certame também será para formar cadastro reserva para mais 1.000 vagas em 2026.

As 1.000 vagas autorizadas serão para cargos de nível superior, distribuídas da seguinte forma:

Para os cargos de perito e delegado, as remunerações iniciais são de R$ 26.300. No entanto, contarão com dois reajustes, da seguinte forma:

Para agente, escrivão e papiloscopista, atualmente o valor é de R$ 13.900,55, passando para:

Além desse valor, os aprovados também receberão R$ 1.000 de auxílio-alimentação.

Com a reestruturação das carreiras, as principais mudanças previstas são as seguintes:

Concurso PF: saiba como foi a última seleção

O último concurso PF foi realizado em 2021, quando foram oferecidas 1.500 vagas para cargos de nível superior, em diversos cargos. A banca organizadora foi o Cebraspe.

A distribuição foi a seguinte:

A seleção contou com as seguintes etapas:

Para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, a prova objetiva contou com três blocos, com 60 questões no bloco I, 36 no II e 24 no III, além da prova dissertativa, com até 30 linhas. Para delegado, a prova objetiva contou com 120 questões e a dissertativa, com três questões e uma peça profissional.

Para delegado, as questões versaram sobre direito administrativo, direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito empresarial, direito internacional público e cooperação internacional, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito previdenciário e direito financeiro e tributário.

Para agente de polícia, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral.

Para escrivão, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral e arquivologia.

Para papiloscopista, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, biologia, física e química.

 

 

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Sobre PF - Polícia Federal

A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.