Polícia Federal: contrato já assinado e edital de concurso para 1.000 vagas sai até dia 20

Concurso PF (Polícia Federal) será destinado para diversos cargos de nível superior, com remunerações iniciais de até R$ 26,8 mil

Fernando Cezar Alves   Publicado em 06/05/2025, às 15h10

Concurso PF: servidores da PF: Divulgação

Embora ainda não tenha sido oficialmente publicado, o contrato com a banca organizadora do próximo concurso PF (Polícia Federal) já está assinado, de acordo com fontes ligadas ao órgão. O cronograma preliminar indicava a previsão de assinatura para a última segunda-feira, dia 5 de maio. No entanto, de acordo com as últimas informações, a assinatura ocorreu um pouco antes, em 30 de abril. Desta forma, o edital pode ser liberado antes da data inicialmente prevista, que é o próximo dia 20 de maio. 

Ao todo, a PF oferecerá 1.000 vagas para cargos da área policial. No entanto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou que o certame deve preencher 2 mil oportunidades, sendo 1.000 em 2025 e 1.000 em 2026.

As mil vagas imediatas serão distribuídas da seguinte forma:

A distribuição de vagas para peritos será feita da seguinte forma

Para todos os cargos é exigido nível superior para ingresso, com iniciais de até R$ 26.800, com reajustes previstos para o próximo ano.

Para os cargos de perito e delegado, as remunerações iniciais são de R$ 26.800, passando para R$ 27.831,70 em maio de 2026.

Para agente, escrivão e papiloscopista, atualmente o valor é de R$ 14.164,81, passando para R$ 14.710.10 em  maio de 2026.

Além desse valor, os aprovados também receberão R$ 1.000 de auxílio-alimentação.

Assim que iniciadas, as inscrições poderão ser feitas somente pela internet, na página eletrônica da banca organizadora, que será o Cebraspe.

Caso seja mantido o cronograma, outras datas previstas são:

Concurso PF : saiba como serão as provas

De acordo com o projeto básico da seleção, o certame contará com as seguintes etapas:

Saiba como foi a última seleção

O último concurso PF foi realizado em 2021, quando foram oferecidas 1.500 vagas para cargos de nível superior, em diversos cargos. A banca organizadora foi o Cebraspe.

A distribuição foi a seguinte:

A seleção contou com as seguintes etapas:

Para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, a prova objetiva contou com três blocos, com 60 questões no bloco I, 36 no II e 24 no III, além da prova dissertativa, com até 30 linhas. Para delegado, a prova objetiva contou com 120 questões e a dissertativa, com três questões e uma peça profissional.

Para delegado, as questões versaram sobre direito administrativo, direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito empresarial, direito internacional público e cooperação internacional, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito previdenciário e direito financeiro e tributário.

Para agente de polícia, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral.

Para escrivão, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral e arquivologia.

Para papiloscopista, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, biologia, física e química.

 

    

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Sobre PF - Polícia Federal

A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.