Concurso Receita Federal: órgão precisa preencher mais de 22 mil vagas

Órgão tem pedido encaminhado ao Ministério da Economia para o preenchimento de 3.360 postos em diversos cargos

Fernando Cezar Alves | fernando@jcconcursos.com.br   Publicado em 01/12/2020, às 10h28 - Atualizado às 13h54

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Mesmo com a expectativa pela autorização de um novo    concurso Receita Federal, a necessidade de pessoal no órgão vem aumentando cada vez mais e supera, em muito, o quantitativo solicitado para um novo edital para o Ministério da Economia. De acordo com levantamento funcional divulgado pelo governo em julho, o órgão conta com necessidade de pelo menos 22.715 servidores, isso considerando somente os cargos de auditor e analista. O total do pedido encaminhado em maio para o governo é de 3.360 vagas, sendo 1.000 para cargos com exigência de ensino médio e 2.360 para nível superior. As remunerações iniciais dos cargos chegam a R$ 21.029.09.

No caso de ensino médio, todas as 1000 vagas solicitadas são para o cargo de assistente técnico adminstrativo, uma das carreiras da área adminstrativa. A remuneração inicial do cargo é de R$ 4.137,97

Para nível superior são 2.360 vagas, sendo 2.050  para as áreas aduaneira e tributária, sendo 550 para a carreira de auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil e 1.500 para analista-tributário da Receita Federal do Brasil. No caso de analista, a remuneração inicial é de R$ 11.684,39, enquanto a carreira de auditor conta com inicial de R$ 21.029,09

Ainda para nível superior, as 310 restantes são para a área administrativa, sendo 270 para analista técnico administrativo, 4 para arquiteto e 16 para engenheiros e 20 para contador. No caso de analista técnico administrativo, a exigência é de nível superior, com inicial de R$ 5.490,09. Para arquitetos, engenheiros e contadores as remunerações ainda serão confirmadas.

No caso de analistas e auditores, no caso de analistas, de um quadro total de 16.666 vagas, somente 6.154 estão preenchidas. Desta forma, a carreira conta com nada menos do que 10.512 postos com necessidade de preenchimento

Para os auditores, de um total de 20.408 postos, apenas 8.205 estão ocupados, o que representa uma defasagem de 12.203 profissionais.

Concurso Receita Federal: saiba as atribuições da carreira de assistente técnico administrativo

No concurso Receita federal, cabe aos aprovados na carreira de assistente técnico administrativo  executar tarefas de nível intermediário, relacionadas às rotinas técnica, administrativa, logística e de atendimento do órgão.

Concurso Receita Federal: último edital

O último concurso Receita Federal  ocorreu em 2014, com vagas para área de apoio, para o cargo de assistente técnico-administrativo do MF (Ministério da Fazenda). Foram oferecidas 1.026 vagas e a prova foi composta por questões de Língua Portuguesa, Matemática, Raciocínio Lógico, Informática, Atualidades, Gestão de Pessoas e do Atendimento ao Público, Ética do Servidor na Administração Pública, Administração Pública Brasileira e Regime Jurídico dos Agentes Públicos. Mais de 263 mil inscritos disputaram as vagas oferecidas, uma média de 257 candidatos por vaga).

O novo pedido supera o quantitativo do anterior, enviado em 2019, que era para o preenchimento de 3.314 vagas.

 

 

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Sobre Receita Federal

A Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País. A Receita Federal também subsidia o Poder Executivo Federal na formulação da política tributária brasileira, previne e combate a sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional.

Até 1 de janeiro de 2019 era subordinado ao Ministério da Fazenda, e a partir daí passou a ser subordinado ao novo Ministério da Economia do Governo Jair Bolsonaro.