Concurso Receita Federal: edital para 669 vagas deve sair até a próxima semana; veja prazos possíveis
O novo concurso Receita Federal terá 669 vagas para nível superior, com salários de até R$ 21 mil. Veja datas previstas de provas
Fernando Cezar Alves Publicado em 31/10/2022, às 08h37 - Atualizado às 14h13
A publicação do edital do aguardado concurso Receita Federal está prevista para ocorrer, no mais tardar, até a próxima semana. De acordo com o extrato do contrato com a banca organizadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a liberação deve ocorrer dentro de um prazo de 26 dias da assinatura do contrato, que ocorreu no último dia 14 de outubro. Desta forma, a publicação do edital deve ocorrer até o dia 9, quarta-feira da próxima semana. O documento também indica que as inscrições devem ocorrer durante um prazo de 25 dias, com início cinco dias após a publicação do edital. Desta forma, caso o edital seja efetivamente publicado no dia 9, poderão ser feitas no período de 14 de novembro a 8 de dezembro. Vale ressaltar que estas datas podem ser antecipadas, caso a liberação do edital ocorra antes do dia 9.
Ainda de acordo com o documento, a aplicação das provas objetivas e discursivas deve ocorrer 99 dias após a assinatura do contrato, ou seja, em 22 de janeiro, caso o cronograma seja mantido.
Veja, a seguir, o cronograma do certame:
Concurso Receita Federal : saiba mais sobre a seleção
A Receita Federal oferecerá 669 vagas na seleção, sendo 230 para o cargo de auditor fiscal da Receita Federal do Brasil e 469 para analista tributário da Receita Federal do Brasil. Para os dois cargos, para concorrer é necessário possuir formação de nível superior. No caso de analista, o inicial é de R$ 12.164,39, considerando o inicial de R$ 11.684,39 e R$ 480 de auxílio alimentação. Já a carreira de auditor conta com inicial de R$ 21.509,09, considerando salário de R$ 21.029,09 e o auxílio alimentação.
A distribuição de oportunidades, com reserva de vagas, deverá ser a seguinte:
A expectativa da Receita Federal é de 200 mil inscritos.
Veja detalhes sobre as provas da primeira e segunda fases
As provas da primeira etapa, obetivas e discursivas, deverão ser aplicadas em todas as capitais do país.
A prova objetiva de analista contará com 140 questões, distribuídas por 11 disciplinas, enquanto a prova dissertativa contará com uma questão.
Para auditor, a prova objetiva contará com 200 questões, distribuídas por 17 disciplinas, enquanto a prova dissertativa contará com duas questões.
Já o curso de formação será feito de forma online, com provas presenciais em cinco pólos:
- São Paulo (SP)
- Brasília (DF)
- Manaus (AM)
- Recife (PE)
- Curitiba (PR).
Para o curso de formação serão convocados até 230 aprovados para auditor fiscal e 469 para analista tributário.
Saiba como foi a última seleção
O último concurso Receita Federal ocorreu em 2014, com 1.026 vagas para área de apoio, para o cargo de assistente técnico-administrativo do MF (Ministério da Fazenda). Mais de 263 mil inscritos disputaram as vagas oferecidas, uma média de 257 candidatos por vaga.
A prova foi composta por questões sobre as seguintes disciplinas:
- língua portuguesa,
- matemática,
- raciocínio lógico,
- informática,
- atualidades,
- gestão de pessoas e do atendimento ao público,
- ética do servidor na administração pública,
- administração pública brasileira e
- regime jurídico dos agentes públicos.
Sobre Receita Federal
A Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País. A Receita Federal também subsidia o Poder Executivo Federal na formulação da política tributária brasileira, previne e combate a sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional.
Até 1 de janeiro de 2019 era subordinado ao Ministério da Fazenda, e a partir daí passou a ser subordinado ao novo Ministério da Economia do Governo Jair Bolsonaro.