Concurso da PF tem resultados das provas divulgados
Com salários que chegam a quase R$ 27 mil, concurso da PF (Polícia Federal) oferece 1.000 vagas para agente, delegado, escrivão, perito criminal e papiloscopista. Avaliações ocorreram em 27 de julho
Samuel Peressin Publicado em 21/08/2025, às 08h38 - Atualizado às 08h52
O concurso da PF (Polícia Federal) com 1.000 vagas para carreiras policiais teve os resultados das provas divulgados na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial da União.
Já estão disponíveis para consulta as notas finais da avaliação objetiva e a classificação provisória do exame discursivo. Ao todo, 218.821 pessoas se inscreveram para o certame.
As avaliações foram aplicadas em 27 de julho, em todas as capitais brasileiras, sob responsabilidade do Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos).
Os candidatos poderão acessar a imagem da avaliação discursiva e os espelhos de correção, bem como interpor recursos, até esta sexta-feira (22), às 18h (de Brasília), pelo endereço www.cebraspe.org.br.
Em caso de dúvidas, além da página de acompanhamento disponível no site do Cebraspe, estão disponíveis outros dois canais de comunicação com a banca: telefone 0800 722 1125 e e-mail sac@cebraspe.org.br.
Ofertas do concurso da PF
Com inscrições recebidas entre 26 de maio e 17 de junho, o certame reúne oportunidades para agente (630 postos), delegado (120), escrivão (160), perito criminal (69) e papiloscopista (21).
Os salários variam de R$ 14.164,81 a R$ 26.800. Como benefícios, a corporação concede auxílio-alimentação de R$ 1.000, auxílio-saúde, adicional de fronteira e assistência pré-escolar.
Em relação às cotas, a seleção assegura o percentual mínimo de 20% dos postos a negros (198 postos) e 5% a pessoas com deficiência (53 oportunidades), conforme previsto em lei.
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Para 2026, está prevista a nomeação de mais 1.000 policiais, totalizando 2.000 contratações, segundo anúncio feito em janeiro pelo governo federal. De acordo com o edital, a lista de aprovados terá 3.312 nomes.
Além das provas escritas, a seleção terá: exame de aptidão física, avaliações médica e psicológica, investigação social, teste oral (apenas para delegado), análise de títulos (somente para delegado e perito) e curso de formação.
Requisitos e lotação
As carreiras de agente, escrivão e papiloscopista são voltadas a profissionais com curso superior em qualquer área. No caso de delegado, a exigência é de graduação em direito. Os postos para perito, por sua vez, abrangem as seguintes formações:
- contábil/financeira (16);
- engenharia elétrica/eletrônica (1);
- engenharia civil (2);
- engenharia cartográfica (1);
- engenharia de minas (1);
- engenharia ambiental (1);
- informática forense (24);
- geologia forense (5);
- medicina legal (1);
- física forense (1);
- genética forense (1);
- antropologia forense (1);
- meio ambiente (14).
Além de atender aos requisitos de escolaridade, os candidatos devem possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria "B" e, exclusivamente para delegado, experiência de ao menos três anos em atividade jurídica ou policial.
Os aprovados serão lotados preferencialmente em regiões fronteiriças e unidades da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.
Quanto aos empregos de perito nas áreas de medicina legal, genética forense, engenharia ambiental e antropologia forense, a PF disponibilizará vagas para atuação somente no Distrito Federal.
+++ O JC Concursos disponibiliza mais detalhes sobre o edital, como atribuições e conteúdo programático, na página do concurso da PF
concursos autorizados concursos abertos concursos 2025 provas anterioresSobre PF - Polícia Federal
A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.