Concurso da PF está com inscrições abertas para 1.000 vagas

Oportunidades no concurso da PF (Polícia Federal) são para as carreiras de agente, delegado, escrivão, perito criminal e papiloscopista, todas de nível superior. Salários chegam a quase R$ 27 mil

Samuel Peressin   Publicado em 26/05/2025, às 00h00 - Atualizado às 10h23

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estão abertas as inscrições para o novo concurso da PF (Polícia Federal). A oferece 1.000 vagas de nível superior para carreiras policiais

Há oportunidades para agente (630 postos), delegado (120), escrivão (160), perito criminal (69) e papiloscopista (21).

Os salários variam de R$ 14.164,81 a R$ 26.800. Como benefícios, a corporação concede auxílio-alimentação de R$ 1.000, auxílio-saúde, adicional de fronteira e assistência pré-escolar.

Em relação às cotas, o certame assegura o percentual mínimo de 20% dos postos a negros (198 postos) e 5% a pessoas com deficiência (53 oportunidades), conforme previsto em lei.

+ 🌎 Fique por dentro de todos os concursos abertos no Brasil

Para 2026, está prevista a nomeação de mais 1.000 policiais, totalizando 2.000 contratações, segundo anúncio feito em janeiro pelo governo federal. De acordo com o edital, a lista de aprovados terá 3.312 nomes.

A corporação também possui outro concurso em andamento: com foco na área administrativa, são ofertadas 192 vagas distribuídas entre cargos de níveis médio e superior. O prazo para inscrições terminou na sexta-feira (23).

Requisitos e lotação

As carreiras de agente, escrivão e papiloscopista são voltadas a profissionais com curso superior em qualquer área. No caso de delegado, a exigência é de graduação em direito. Os postos para perito, por sua vez, abrangem as seguintes formações:

Além de atender aos requisitos de escolaridade, os candidatos devem possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria "B" e, exclusivamente para delegado, experiência de ao menos três anos em atividade jurídica ou policial.

+ Perguntas e respostas: esclareça dúvidas sobre o edital

Os aprovados serão lotados preferencialmente em regiões fronteiriças e unidades da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

Quanto aos empregos de perito nas áreas de medicina legal, genética forense, engenharia ambiental e antropologia forense, a PF disponibilizará vagas para atuação somente no Distrito Federal.

💻 Como se inscrever

O prazo para inscrições termina em 13 de junho, às 18h (de Brasília). Para concorrer, os interessados devem realizar cadastro pelo site www.cebraspe.org.br. As taxas de participação custam:

Quem desejar obter isenção do pagamento deverá solicitá-la até 2 de junho. A gratuidade é destinada a doadores de medula óssea e beneficiários do CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).

📝 Etapas do concurso da PF

As provas objetiva e discursiva, para todos os cargos, ocorrerão em 27 de julho, com aplicação nas 27 as capitais brasileiras. Na sequência, os candidatos ainda passarão pelas seguintes fases:

O certame é organizado pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos). Em caso de dúvidas, a banca atende pelo telefone 0800 722 1125, além do e-mail sac@cebraspe.org.br.

📅 Principais datas do cronograma

+++ O JC Concursos disponibiliza mais detalhes sobre o edital, como atribuições e conteúdo programático, na página do concurso da PF

concursos autorizados concursos abertos concursos 2025 provas anteriores

Sobre PF - Polícia Federal

A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.