Concurso PF: edital para 1.000 vagas previsto para ser publicado amanhã (20)
Concurso PF (Polícia Federal) será destinado para diversos cargos de nível superior, com remunerações iniciais de até R$ 26,8 mil
Fernando Cezar Alves Publicado em 19/05/2025, às 11h38
Está prevista para ocorrer nesta terça-feira, 20 de maio, a publicação do edital do novo concurso PF (Polícia Federal), para o preenchimento de vagas na área policial. O certame já conta com contrato assinado com a banca organizadora assinado desde o último dia 13 de maio. A escolhida é o Cebraspe.
Ao todo, o edital do concurso PF deve contar com uma oferta de 1.000 vagas, distribuídas por diversos cargos de nível superior. No entanto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já confirmou que serão preenchidas 2 mil oportunidades, sendo 1.000 em 2025 e 1.000 em 2026,com remunerações iniciais de até R$ 26.800.
A distribuição de vagas por cargos é a seguinte:
- delegado -120 vagas, sendo 90 para ampla concorrência, 24 negros e 6 pcds
- perito criminal - 69 vagas
- agente de polícia - 630 vagas, sendo 472 para ampla concorrência, 126 negros e 32 pcds
- escrivão de polícia - 160 vagas, sendo 120 para ampla concorrência, 32 negros e 8 pcds
- papiloscopista - 21 vagas, sendo 15 para ampla concorrência, 4 negros e 2 pcds
A distribuição de vagas para peritos será feita da seguinte forma
- contabilidade - 16 vagas, sendo 12 para ampla concorrência, 3 negros e 1 pcd
- engenharia elétrica / eletrônica - 1 vaga
- informática forense - 24 vagas, sendo 17 para ampla concorrência, 5 negros e 2 pcds
- geologia forense - 5 vagas, sendo 3 para ampla concorrência, 1 negro e 1 pcd
- engenharia civil - 2 vagas
- engenharia cartográfica -1 vaga
- medicina legal - 1 vaga
- física forense - 1 vaga
- engenharia de minas - 1 vaga
- genética forense - 1 vaga
- engenharia ambiental - 1 vaga
- antropologia forense - 1 vaga
- meio ambiente - 14 vagas, sendo 10 para ampla concorrência, 3 netros e 1 pcd
Para os cargos de perito e delegado, as remunerações iniciais são de R$ 26.800, passando para R$ 27.831,70 em maio de 2026.
Para agente, escrivão e papiloscopista, atualmente o valor é de R$ 14.164,81, passando para R$ 14.710.10 em maio de 2026.
Além desse valor, os aprovados também receberão R$ 1.000 de auxílio-alimentação.
Caso seja mantido o cronograma, outras datas previstas são:
- provas - 27 de julho
- exames de aptidão física - 14 de setembro
- perícia médica - 4 de outubro
- avaliação médica - 5 de outubro
- avaliação psicológica - 9 de novembro
- heteroidentificação - 16 de novembro
- prova oral - 23 de novembro
- análise de títulos - 15 de dezembro
- resultado da primeira etapa - 16 de dezembro
- curso de formação da primeira turma - 26 de janeiro a 8 de maio de 2026
- nomeação da primeira turma - 16 de junho de 2026
- curso de formação da segunda turma - 18 de maio a 28 de agosto de 2026
- nomeação da segunda turma - 22 de setembro de 2026
Concurso PF : saiba como serão as provas
De acordo com o projeto básico da seleção, o certame contará com as seguintes etapas:
- a) Prova objetiva;
- b) Prova discursiva;
- c) Exame de aptidão física;
- d) Avaliação biopsicossocial para candidatos com deficiência;
- e) Avaliação médica;
- f) Avaliação psicológica;
- g) Heteroidentificação para os candidatos negros;
- h) Prova oral (somente em Brasília);
- i) Avaliação de títulos.
Saiba como foi a última seleção
O último concurso PF foi realizado em 2021, quando foram oferecidas 1.500 vagas para cargos de nível superior, em diversos cargos. A banca organizadora foi o Cebraspe.
A distribuição foi a seguinte:
- agente - 893 vagas
- delegado - 123 vagas
- escrivão - 400 vagas
- papiloscopista - 84 vagas
A seleção contou com as seguintes etapas:
- provas objetivas e discursivas,
- exames de aptidão física,
- avaliação médica,
- avaliação oral para o cargo de delegado,
- prova prática de digitação para o cargo de escrivão,
- análise de títulos para delegado,
- avaliação psicológica
- curso de formação profissional
Para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, a prova objetiva contou com três blocos, com 60 questões no bloco I, 36 no II e 24 no III, além da prova dissertativa, com até 30 linhas. Para delegado, a prova objetiva contou com 120 questões e a dissertativa, com três questões e uma peça profissional.
Para delegado, as questões versaram sobre direito administrativo, direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito empresarial, direito internacional público e cooperação internacional, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito previdenciário e direito financeiro e tributário.
Para agente de polícia, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral.
Para escrivão, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral e arquivologia.
Para papiloscopista, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, biologia, física e química.
concursos concursos federais concursos 2025 provas anterioresSobre PF - Polícia Federal
A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.