Concurso PF: autorização para 2 mil vagas deve ser publicada até a próxima semana

O novo concurso da PF (Polícia Federal) contará com oportunidades para cargos da área de segurança, com exigência de nível superior

Fernando Cezar Alves   Publicado em 03/02/2025, às 13h23

Concurso PF: servidores da PF: Divulgação

Já autorizado internamente, conforme confirmado no último dia 29 de janeiro, pelo ministor da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o novo concurso PF (Polícia Federal) para o preenchimento de 2 mil vagas na área policial deve ter sua portaria autorizativa oficialmente publicada, no mais tardar, até a próxima semana. Com isso, a expectativa é de que o edital de abertura de inscrições seja publicado até agosto, seis meses após a publicação da portaria.

Embora a distribuição de vagas por cargos da PF ainda não tenha sido divulgada, já está certo que as oportunidades serão para as seguintes carreiras, de nível superior:

O quantitativo é um pouco maior que o pedido encaminhado anteriormente, que era de 1.810 vagas, da seguinte forma:

Para os cargos de perito e delegado, as remunerações iniciais são de R$ 26.300. No entanto, contarão com dois reajustes, da seguinte forma:

Para agente, escrivão e papiloscopista, atualmente o valor é de R$ 13.900,55, passando para:

Também é preciso lembrar que a corporação deve passar por mudanças, com o projeto de emenda à Constituição que reestruturação as áreas de segurança pública, com as seguintes alterações:

Concurso PF: saiba como foi a última seleção

O último concurso PF ocorreu em 2021, oferecendo 1.500 vagas para cargos de nível superior, incluindo vagas de agente, escrivão, delegado  e papiloscopista. A banca organizadora responsável pelo certame foi o Cebraspe (antigo Cespe/UnB).     

A distribuição foi a seguinte:

A seleção contou com as seguintes etapas:

Para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, a prova objetiva contou com três blocos, com 60 questões no bloco I, 36 no II e 24 no III, além da prova dissertativa, com até 30 linhas. Para delegado, a prova objetiva contou com 120 questões e a dissertativa, com três questões e uma peça profissional.

Para delegado, as questões versaram sobre direito administrativo, direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito empresarial, direito internacional público e cooperação internacional, direito penal, direito processual penal, criminologia, direito previdenciário e direito financeiro e tributário.

Para agente de polícia, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral.

Para escrivão, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, contabilidade geral e arquivologia.

Para papiloscopista, no bloco I, língua portuguesa, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial, estatística e raciocínio lógico. No bloco II, informática e no bloco III, biologia, física e química.

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Sobre PF - Polícia Federal

A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.