Concurso Nacional Unificado: projeto básico deve ser liberado até semana que vem, diz ministra Dweck
A expectativa é de que o Concurso Nacional Unificado (CNU) ofereça 3 mil vagas para diversos cargos. Certame ocorrerá ainda em 2025
Fernando Cezar Alves Publicado em 23/04/2025, às 16h40
O projeto básico para a escolha da banca organizadora da segunda edição do Concurso ´Nacional Unificado já está pronto e deve ser divulgado até o início da próxima semana. A informação foi anunciada nesta quarta-feira, 23 de abril, pela ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck. A declaração ocorre um dia depois da ministra se reunir com o presidente Lula para discutir, entre outras coisas, o certame. O recebimento das inscrições, segundo a ministra, está previsto para ocorrer em julho.
O projeto básico, documento que serve para que as empresas possam apresentar suas propostas, deve indicar detalhes sobre o concurso, incluindo cargos e vagas. Após a definição da banca e assinatura do respectivo contrato poderá ser confirmada a data precisa de publicação do edital. De qualquer forma, a ministra já havia antecipado que a aplicação das provas está prevista para ocorrer entre os meses de setembro e outubro.
Dweck também ressalta que a oferta para a segunda edição deve ser de aproximadamente 3 mil vagas, número próximo ao que havia sido antecipado pelo secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, José Celso Cardoso Junior.
Disse a ministra:
"Acabei de saber que o termo de referência está pronto. A gente está com a expectativa de publicá-lo ainda esta semana ou, no máximo, no início da semana que vem. Lá estarão previstos o número e quais serão as vagas, algumas, inclusive, que ainda não tiveram autorização"
Já está certo que a ênfase será para cargos com exigência de nível superior, mas também haverá algumas oportunidades de ensino médio.
A ministra também ressaltou que serão oferecidas oportunidades para dois novos cargos transversais que estão sendo criados.
Ao todo estão sendo criadas 1.500 vagas, da seguinte forma:
- desenvolvimento das políticas da justiça e defesa – 750 vagas; e
- analista técnico de desenvolvimento socioeconômico – 750 vagas.
No entanto,a expectativa é de que sejam oferecidas de 600 a 700 destas oportunidades. Nos dois casos, para concorrer será necessário possuir formação de nível superior, com remunerações iniciais de R$ 9.711, podendo chegar a R$ 21.070, no final da carreira, com 20 níveis.
O Ministério da Gestão também conta com concurso autorizado para o cargo transversal de analista técnico administrativo, para formar cadastro reserva de pessoal. A tendência é de que também seja oferecido no Concurso Nacional Unificado.
Para concorrer é necessário possuir formação de nível superior. De acordo com oportunidades para o cargo oferecidas no primeiro Concurso Nacional Unificado, a remuneração inicial é de R$ 5.488,70, incluindo vencimento básico de R$ 2.149 e gratificação de desempenho de até 3.068,80.
Ao menos seis órgãos já confirmaram adesão ao certame:
- MIDR;
- Fundaj;
- Biblioteca Nacional;
- Ibram;
- Fundação Palmares; e
- Ministério da Fazenda.
Uma novidade já confirmada é que, diferente da primeira edição, o certame deve contar com apenas um tipo de prova.
As taxas previstas são as seguintes:
- ensino médio - R$ 90
- nível superioro - R$ 120
A aplicação das provas deve ser feita em 228 municípios, com possibilidade de dois dias de provas.
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