Concurso Nacional Unificado: Lula deve discutir seleção nesta terça (22), com Esther Dweck
A expectativa é de que o Concurso Nacional Unificado (CNU) ofereça 3,5 mil vagas para diversos cargos. Certame ocorrerá ainda em 2025
Fernando Cezar Alves Publicado em 22/04/2025, às 13h10 - Atualizado às 15h05
Segundo informações preliminares, a segunda edição do Concurso Nacional Unificado deve ser discutida nesta terça-feira, 22 de abril, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck. De acordo com a agenda oficial do presidente, uma reunião com a ministra está marcada para ocorrer a partir das 16 horas. A expectativa é de que alguma definição sobre o certame seja anunciada ainda nesta semana.
Vale lembrar que a ministra Dweck já havia anunciado que o início do processo da escolha da banca deve ocorrer ainda em abril, com aplicação das provas prevista para ocorrer entre os meses de setembro e outubro. Somente após a definição da empresa e assinatura do respectivo contrato poderá ser confirmada a data precisa de liberação do edital.
A expectativa é de que sejam oferecidas aproximadamente 3.500 vagas, como anunciado pelo secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, José Celso Cardoso Junior.
Ao menos seis órgãos já com concurso autorizado já confirmaram a adesão:
- MIDR;
- Fundaj;
- Biblioteca Nacional;
- Ibram;
- Fundação Palmares; e
- Ministério da Fazenda.
Uma novidade já confirmada é que, diferente da primeira edição, o certame deve contar com apenas um tipo de prova.
As taxas previstas são as seguintes:
- ensino médio - R$ 90
- nível superioro - R$ 120
A aplicação das provas deve ser feita em 228 municípios, com possibilidade de dois dias de provas.
Concurso Nacional Unificado: veja publicação
Seleção deve contar com cargos transversais
A ministra Dweck já havia confirmado que pretende incluir na segunda edição a oferta de vagas para novos cargos transversais que estão em fase de criação. Neste sentido, um projeto de lei deve ser encaminhado ao Congresso para a criação de 1.500 vagas, das quais aproximadamente 600 ou 700 poderão ser oferecidas.
Neste caso, a ministra antecipou que deve negociar com o Congresso para que as vagas possam ser oferecidas mesmo antes da aprovação do projeto.
As novas vagas serão distribuídas da seguinte forma:
- desenvolvimento das políticas da justiça e defesa – 750 vagas; e
- analista técnico de desenvolvimento socioeconômico – 750 vagas.
Nos dois casos, para concorrer será necessário possuir formação de nível superior, com remunerações iniciais de R$ 9.711, podendo chegar a R$ 21.070, no final da carreira, com 20 níveis.
O Ministério da Gestão também conta com concurso autorizado para o cargo transversal de analista técnico administrativo, para formar cadastro reserva de pessoal. A tendência é de que também seja oferecido no Concurso Nacional Unificado.
Para concorrer é necessário possuir formação de nível superior. De acordo com oportunidades para o cargo oferecidas no primeiro Concurso Nacional Unificado, a remuneração inicial é de R$ 5.488,70, incluindo vencimento básico de R$ 2.149 e gratificação de desempenho de até 3.068,80.
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