Concurso Nacional Unificado: governo cassa liminar e divulga notas do bloco 4
Decisão da Justiça do Distrito Federal suspendia a publicação dos resultados referentes ao edital do Concurso Nacional Unificado com vagas para a área de trabalho e saúde do servidor
Samuel Peressin Publicado em 09/10/2024, às 08h36 - Atualizado às 08h40
A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu cassar a liminar que impedia a divulgação das notas das provas do bloco 4 do Concurso Nacional Unificado, que concentra vagas para a área de trabalho e saúde do servidor.
Com isso, desde as 18h de ontem (8), a classificação já pode ser consultada pelos candidatos no site oficial do certame. Para os demais blocos, a liberação ocorreu às 10h, conforme o horário originalmente previsto.
Aplicadas pela Fundação Cesgranrio, em 18 de agosto, as avaliações ocorreram em 228 cidades, espalhadas por todas as regiões do Brasil. Segundo o governo, o certame teve abstenção de 54%: dos 2,1 milhões de inscritos, 970.037 fizeram os exames.
A seleção preencherá 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais. Estão em disputa 5.948 postos para cargos de nível superior e 692 para funções com exigência de ensino médio. Os salários variam de R$ 3.741,84 a R$ 22.921,71.
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Além das avaliações escritas, para algumas carreiras, a seleção envolverá etapas como análise de títulos (com envio dos documentos comprobatórios entre 9 e 11 de outubro) e curso de formação (em datas a serem oportunamente informadas).
A divulgação dos resultados finais está prevista para 21 de novembro. De acordo com o governo federal, os aprovados começarão a ser chamados para posse e realização de treinamentos a partir de janeiro de 2025.
Em caso de dúvidas, além do site oficial do certame, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), pasta que encabeça a seleção, disponibiliza aos candidatos o e-mail concursonacional@gestao.gov.br.
Como funciona o Concurso Nacional Unificado
O governo federal trata o certame como um modelo inovador para admissão de servidores públicos, já que os participantes têm a possibilidade de concorrer a mais de um cargo em diferentes órgãos.
Para isso, a seleção está dividida entre blocos temáticos, que agrupam órgãos e carreiras de aptidões similares. Pagando uma única taxa de inscrição, os candidatos puderam escolher uma entre oito áreas onde desejam trabalhar:
- infraestrutura, exatas e engenharias (727 vagas);
- tecnologia, dados e informação (597 vagas);
- ambiental, agrário e biológicas (530 vagas);
- trabalho e saúde do servidor (971 vagas);
- educação, saúde, desenvolvimento social e direitos humanos (1.016 vagas);
- setores econômicos e regulação (359 vagas);
- gestão governamental e administração pública (1.748 vagas);
- nível intermediário (692 vagas).
No momento da inscrição, além de optar por um dos blocos temáticos, os candidatos elencaram a ordem de preferência entre as oportunidades disponíveis dentro da respectiva área escolhida.
Instituído por meio de decreto divulgado em 29 de setembro do ano passado, no Diário Oficial da União, o certame é inspirado no modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por essa razão, tem sido chamado de "Enem dos Concursos".
Quais são os órgãos participantes?
Voluntária, a adesão dos órgãos ao Concurso Nacional Unificado pôde ser feita até outubro do ano passado. No total, 21 instituições estão participando da seleção. São elas:
- Advocacia-Geral da União (AGU) — 400 vagas;
- Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — 40 vagas;
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — 35 vagas;
- Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) — 30 vagas;
- Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) — 502 vagas;
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — 895 vagas;
- Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) — 742 vagas;
- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) — 50 vagas;
- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) — 520 vagas;
- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) — 296 vagas;
- Ministério da Cultura (MinC) — 50 vagas;
- Ministério da Educação (MEC) — 70 vagas;
- Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) — 1.480 vagas;
- Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) — 130 vagas;
- Ministério da Saúde — 220 vagas;
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDCI) — 110 vagas;
- Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) — 60 vagas;
- Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — 900 vagas;
- Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) — 40 vagas;
- Ministério dos Povos Indígenas (MPI) — 30 vagas;
- Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) — 40 vagas.
Há vagas para arquiteto, administrador, analista técnico-administrativo, técnico de laboratório, engenheiro, contador, médico, entre outras diversas carreiras (veja a relação completa aqui). Em relação às cotas, os editais reservam:
- 20% das vagas para pessoas negras;
- 5% das vagas para pessoas com deficiência;
- 30% das vagas para indígenas no quadro de servidores da Funai.
+++ O JC Concursos disponibiliza mais detalhes sobre o certame, como cronograma, atribuições e conteúdo programático, na página do Concurso Nacional Unificado
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