Concurso da PF: provas para 218 mil candidatos ocorrem neste domingo (27)
Oportunidades no concurso da PF (Polícia Federal) são para as carreiras de agente, delegado, escrivão, perito criminal e papiloscopista, todas de nível superior. Salários chegam a quase R$ 27 mil
Samuel Peressin Publicado em 25/07/2025, às 12h07 - Atualizado às 12h14
Ocorrem neste domingo (27) as provas do concurso da PF (Polícia Federal) para carreiras policiais. Ao todo, 218.821 candidatos disputam 1.000 vagas.
As avaliações objetiva e discursiva serão realizadas em todas as capitais brasileiras — os endereços podem ser verificados por este link, inserindo CPF.
O Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos), banca que organiza o certame, recomenda que os candidatos cheguem com antecedência de uma hora para o início dos testes, munidos de:
- comprovante de inscrição;
- documento de identidade original;
- caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente.
A consulta individual aos gabaritos da prova objetiva e aos padrões de respostas da avaliação discursiva será liberada na terça-feira (29). O período para interposição de recursos ficará aberto entre 30 e 31 de julho.
Em caso de dúvidas, além da página de acompanhamento disponível no site do Cebraspe, os candidatos têm à disposição outros dois canais de comunicação com a banca: telefone 0800 722 1125 e e-mail sac@cebraspe.org.br.
Ofertas do concurso da PF
Com inscrições recebidas entre 26 de maio e 17 de junho, o certame reúne oportunidades para agente (630 postos), delegado (120), escrivão (160), perito criminal (69) e papiloscopista (21).
Os salários variam de R$ 14.164,81 a R$ 26.800. Como benefícios, a corporação concede auxílio-alimentação de R$ 1.000, auxílio-saúde, adicional de fronteira e assistência pré-escolar.
Em relação às cotas, a seleção assegura o percentual mínimo de 20% dos postos a negros (198 postos) e 5% a pessoas com deficiência (53 oportunidades), conforme previsto em lei.
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Para 2026, está prevista a nomeação de mais 1.000 policiais, totalizando 2.000 contratações, segundo anúncio feito em janeiro pelo governo federal. De acordo com o edital, a lista de aprovados terá 3.312 nomes.
Além das provas escritas, o processo seletivo terá: exame de aptidão física, avaliações médica e psicológica, investigação social, teste oral (apenas para delegado), análise de títulos (somente para delegado e perito) e curso de formação.
Requisitos e lotação
As carreiras de agente, escrivão e papiloscopista são voltadas a profissionais com curso superior em qualquer área. No caso de delegado, a exigência é de graduação em direito. Os postos para perito, por sua vez, abrangem as seguintes formações:
- contábil/financeira (16);
- engenharia elétrica/eletrônica (1);
- engenharia civil (2);
- engenharia cartográfica (1);
- engenharia de minas (1);
- engenharia ambiental (1);
- informática forense (24);
- geologia forense (5);
- medicina legal (1);
- física forense (1);
- genética forense (1);
- antropologia forense (1);
- meio ambiente (14).
Além de atender aos requisitos de escolaridade, os candidatos devem possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria "B" e, exclusivamente para delegado, experiência de ao menos três anos em atividade jurídica ou policial.
Os aprovados serão lotados preferencialmente em regiões fronteiriças e unidades da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.
Quanto aos empregos de perito nas áreas de medicina legal, genética forense, engenharia ambiental e antropologia forense, a PF disponibilizará vagas para atuação somente no Distrito Federal.
+++ O JC Concursos disponibiliza mais detalhes sobre o edital, como atribuições e conteúdo programático, na página do concurso da PF
concursos autorizados concursos abertos concursos 2025 provas anterioresSobre PF - Polícia Federal
A Polícia Federal tem origem em 10 de maio de 1808, quando a Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil foi criada, por D. João VI. O órgão tinha as mesmas atribuições que tinha em Portugal. Com o decreto 6.378, de 28 de março de 1944, a antiga Polícia Civil do Distrito Federal, que funcionava no Rio de Janeiro, no governo de Getúlio Vargas, foi transformada em Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), subordinado ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores. Posteriormente, em 13 de junho de 1946, com o decreto-lei 9.353, foi atribuída competência ao DFSP, em todo território nacional, para serviços de polícia marítima, área de fronteiras e apurações de diversas infrações penais.