Concurso CNJ: Senado aprova PL que cria 120 vagas de técnicos e analistas
Novo concurso CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pode ser realizado no decorrer dos próximos meses, para preenchimento de vagas efetivas
Fernando Cezar Alves Publicado em 20/03/2026, às 08h01
Mais um passo importante para a realização de um novo concurso CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Acontece que foi aprovado, na última quinta-feira, 19 de março, no Senado Federal, o projeto de lei 5490/25, que visa a criação de 240 vagas, sendo 120 para servidores efetivos, para preenchimento por meio de concurso público ou eventual convocação de remanescentes da última seleção, além de 120 para cargos comissionados. A proposta, encaminhada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 29 de outubro de 2025, já havia sido aprovada, no último dia 3 de março, na Câmara dos Deputados. Com isso, o texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta cria as seguintes vagas efetivas no CNJ:
- técnico judiciário - 70 vagas
- analista judiciário - 50 vagas
Também cria as seguintes vagas comissionadas:
- cargos em comissão - 20 vagas
- funções comissionadas - 100 vagas
O preenchimento das vagas está previsto para ocorrer de forma escalonada, nos anos de 2026, 2027 e 2028.
Para as vagas efetivas, em 2026, os quantitativos são os seguintes:
- técnico judiciário - 15 vagas
- analista judiciário - 10 vagas
Para 2027:
- técnico judiciário - 25 vagas
- analista judiciário - 15 vagas
Para 2028:
- técnico judiciário - 30 vagas
- analista judiciário - 25 vagas
De acordo com a proposta, a criação das vagas não deve aumentar as despesas, uma vez que trata de remanejamento interno, com previsão já indicada no projeto de lei orçamentário de 2026.
Concurso CNJ: saiba como foi a última seleção
O último concurso CNJ ainda está em validade. Ocorreu em 2024, para o preenchimento de 60 vagas imediatas para cargos de técnicos e analistas, além de formar cadastro reserva de pessoal, ambos com exigência de nível superior. A banca organizadora, na ocasião, foi o Cebraspe.
Para os dois cargos, a parte objetiva contou com 120 questões, da seguinte forma:
- conhecimentos básicos - 50 questões
- conhecimentos específicos - 70 questões
Para os cargos de técnico, a prova dissertativa contou com uma questão discursiva a respeito de conhecimentos específicos, com 30 linhas, valendo 40 pontos.
Para os analistas foram duas questões dissertativas sobre conhecimentos específicos, sendo uma com 30 linhas, valendo 40 pontos, e uma com 20 linhas, valendo 20 pontos.
Para a classificação final também foram considerados títulos, com limite de 20 pontos.
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