Concurso AFT: ministro Luiz Marinho confirma 55% das vagas reservadas para cotas
Concurso AFT (Auditor Fiscal do Trabalho) do Ministério do Trabalho oferecerá 900 vagas de nível superior e inicial de R$ 21 mil
Fernando Cezar Alves Publicado em 04/07/2023, às 08h51 - Atualizado às 14h22
O ministro do trabalho e emprego, Luiz Marinho, confirmou, na última segunda-feira, 3 de julho, que o concurso AFT (auditor fiscal do trabalho), autorizado no último dia 16 de junho, contará com um total de 55% das vagas reservadas para cotas sociais. A reserva de oportunidades para indígenas e transgêneros já havia sido antecipada, em 29 de junho, pela jornalista Mônica Bergamo, do Jornal Folha de São Paulo . A publicação do edital deve ocorrer, no mais tardar, até 13 de dezembro.
A nova declaração do ministro ocorreu durante evento para sanção da lei que assegura igualdade salarial para homens e mulheres. " Vamos fazer um concurso para 900 novos auditores e auditoras. E nesse concurso, eu determinei que além das cotas obrigatórias, fossem criadas mais duas cotas. Terá a cota PcD, das pessoas com deficiência de 6%, e criei uma cota de 2% para pessoas transexuais e uma outra cota para o povo indígena e quilombola. E a cota dos negros, em que a obrigatoriedade é de 20%, e será de 45%” , disse.
Desta forma, das 900 vagas que serão oferecidas pelo MTE , a distribuição será a seguinte:
- ampla concorrência - 45%
- portadores de deficiência - 6%
- pretos e pardos - 45%
- transexuais - 2%
- indígenas - 2%
Para concorrer ao cargo é necessário possuir formação de nível superior em qualquer área de formação, com remuneração inicial de R$ 21.029,09.
Ainda de acordo com a portaria que autoriza a seleção, a aplicação das provas deve ocorrer dois meses após a liberação do edital.
Concurso AFT: saiba como foi a última seleção
O último concurso AFT ocorreu em 2013, com 100 vagas para o cargo. A banca organizadora, na ocasião, foi o Cespe/UnB, atual Cebraspe. A seleção foi composta de duas provas objetivas, duas provas discursivas e análise de vida pregressa.
A primeira prova objetiva foi composta de 100 questões, da seguinte forma:
- 26 questões de língua portuguesa;
- 15 de raciocínio lógico;
- 22 de direitos humanos;
- 22 de administração geral e pública; e
- 15 de noções de informática.
A segunda prova teve 120 questões, da seguinte forma:
- 7 questões de direito constitucional;
- 7 de direito administrativo;
- 10 de auditoria;
- 12 de economia do trabalho;
- 27 de direito do trabalho;
- 7 de seguridade social;
- 11 de legislação previdenciária;
- 21 de segurança e saúde do trabalho;
- 3 de legislação do trabalho; e
- 15 de contabilidade geral.
A primeira prova dissertativa contou com três questões sobre direitos humanos ou economia do trabalho ou direito constitucional ou direito administrativo e texto de até 30 linhas sobre algum dos mesmos tópicos.
Por fim, a segunda prova dissertativa contou com três questões sobre gestão de projetos ou direito do trabalho ou segurança e saúde do trabalho, além de parecer técnico de até 60 linhas sobre segurança e saúde do trabalho.
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