Em uma canetada, Lula tira Correios, Petrobras e EBC da lista de privatizações
O governo Bolsonaro conseguiu privatizar quase 40% das empresas estatais em quatro anos
Victor Meira Publicado em 03/01/2023, às 23h25
Antes mesmo de tomar posse, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em meados de dezembro, que nenhuma empresa pública seria privatizada durante a sua gestão. "Vai acabar [sic] as privatizações neste país. Já privatizaram quase tudo. Vamos mostrar que empresa pública pode ter rentabilidade", declarou.
E a promessa foi cumprida logo no primeiro dia útil do seu governo. Na última segunda-feira (02), Lula determinou a retirada de oito empresas públicas do programa de privatizações e concessões do governo federal. O despacho foi assinado no domingo e publicado no Diário Oficial da União (DOU) ontem.
As empresas que terão seus processos de desestatização interrompidos são:
- Correios,
- Empresa Brasil de Comunicação (EBC),
- Dataprev,
- Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep),
- Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro),
- Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),
- Petrobras S.A,
- Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (PPSA).
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Governo Bolsonaro privatizou quase 40% das empresas estatais
Todos os processos de privatização haviam sido deflagrados pelo governo de Jair Bolsonaro. O ex-presidente conseguiu quase 40% das empresas estatais em quatro anos de governo. Quando ele assumiu a presidência, a União controlava 209 empresas. No final de 2022, o número baixou para 133.
O Ministério da Economia, comandado pelo então ministro Paulo Guedes, informou que, entre 2019 e 2021, o governo já recolheu R$ 148,3 bilhões com outorgas e bônus de vendas, leilões e concessões de portos e aeroportos, rodovias e ferrovias, parques e florestas, incluindo aí o leilão das faixas de telefonia 5G.
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Entre as privatizações da gestão anterior, destaque para:
- Eletrobras,
- BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras (atual Vibra Energia),
- Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo),
- TAG (Transportadora Associada de Gás),
- Ações do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e Neoenergia,
- Campos de petróleo da Petrobras.
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