CPI do MEC: oposição protocola requerimento no Senado; saiba mais
Oposição protocola 31 assinaturas para o requerimento da criação da CPI do MEC no Senado; o intuito é apurar as denúncias de corrupção na pasta; veja
Jean Albuquerque | redacao@jcconcursos.com.br Publicado em 28/06/2022, às 14h42
A oposição protocolou no Senado Federal, com 31 assinaturas, o requerimento para a criação da CPI do MEC (Ministério da Educação) para apurar as denúncias de corrupção na pasta, nesta terça-feira (28). O anúncio foi feito pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Saiba mais detalhes.
Próximo a entrega do requerimento, o senador Randolfe tinha informado que já teria conseguido 28 assinaturas, mas a expectativa do líder da oposição era de conseguir mais assinaturas até a manhã de hoje, o que acabou acontecendo. Após ser protocolado na Secretaria-Geral da Mesa do Senado, o próximo passo é conferir as assinaturas.
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CPI do MEC: veja quem assinou o requerimento
De acordo com o regulamento para a abertura de uma CPI, no mínimo 27 senadores precisam assinar o requerimento, o que compõe um terço dos 81 parlamentares da Casa. Veja quem assinou:
- Randolfe Rodrigues (Rede-AP) — autor;
- Paulo Paim (PT-RS);
- Humberto Costa (PT-PE);
- Fabiano Contarato (PT-ES);
- Jorge Kajuru (Pode-GO);
- Zenaide Maia (Pros-RN);
- Paulo Rocha (PT-PA);
- Omar Aziz (PSD-AM);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Reguffe (União Brasil-DF);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Jean Paul Prates (PT-RN);
- Jaques Wagner (PT-BA);
- Eliziane Gama (Cidadania-MA);
- Mara Gabrilli (PSDB-SP);
- Nilda Gondim (MDB-PB);
- Veneziano Vital do Rego (MDB-PB);
- José Serra (PSDB-SP);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Tasso Jereissati (PSDB-CE);
- Cid Gomes (PDT-CE);
- Alessandro Vieira (PSDB-SE);
- Dario Berger (PSDB-SC);
- Simone Tebet (MDB-MS);
- Soraya Thronicke (União Brasil-MS);
- Rafael Tenório (MDB-AL);
- Izalci Lucas (PSDB-DF);
- Giordano (MDB-SP);
- Marcelo Castro (MDB-PI);
- Confúcio Moura (MDB-RO);
- Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).
Caso a CPI do MEC seja instaurada no Senado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) possui pouco poder para punir os investigados. Entretanto, pode causar grande estrago ao capital político e imagem dos envolvidos, que é um dos principais temores do governo federal, justamente por estar próximo do período eleitoral.
Investigação no MEC
A mobilização para a criação de uma CPI se deu após vir à público denúncias sobre um suposto tráfico de influência e cobrança de propina por parte de pastores para a liberação de recursos, como a destinação irregular de verbas e superfaturamento em compra de ônibus.
Algumas das supostas infrações recaem sobre o atual ex-ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso pela Polícia Federal como medida preventiva na semana passada. Ribeiro e outros suspeitos foram liberados por um juiz do Tribunal de Primeira Instância do Distrito Federal (TRF-1).
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