Conta de luz ficará 12% mais cara em 24 cidades de São Paulo; Veja em quais
Cerca de 7,6 milhões de imóveis da capital e mais 23 municípios do Estado de São Paulo vão receber conta de luz mais cara a partir de julho. O reajuste foi aprovado hoje (28) pela Aneel
MYLENA LIRA | REDACAO@JCCONCURSOS.COM.BR Publicado em 28/06/2022, às 19h24
Cerca de 7,6 milhões de casas do Estado de São Paulo vão receber conta de luz mais cara a partir de julho. O aumento médio de 12% será aplicado aos consumidores da empresa Enel Distribuição, que fornece energia elétrica para 24 municípios paulistas. O reajuste foi aprovado nesta terça-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Imóveis abastecidos com alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, vão pagar 18,03% a mais. Em contrapartida, às residências de baixa tensão será cobrado valor 10,15% superior. A alta da inflação, os encargos setoriais, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e os custos de compra de energia durante a crise hídrica de 2021 foram os fatores responsáveis pelo aumento, segundo a Enel.
Veja abaixo a lista com as 24 cidades que serão impactadas pela medida:
- Barueri
- Cajamar
- Carapicuíba
- Cotia
- Diadema
- Embu
- Embu Guaçu
- Itapecerica da Serra
- Itapevi
- Jandira
- Juquitiba
- Mauá
- Osasco
- Pirapora do Bom Jesus
- Ribeirão Pires
- Rio Grande da Serra
- Santana de Parnaíba
- Santo André
- São Bernardo do Campo
- São Caetano do Sul
- São Lourenço da Serra
- São Paulo
- Taboão da Serra
- Vargem Grande Paulista
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Entenda as bandeiras tarifárias
Na semana passada, a Aneel anunciou novos valores para as bandeiras tarifárias. Segundo a agência, a alta reflete a inflação e o maior custo com as usinas termelétricas em 2022, acionadas em momentos de crise hídrica. Os novos valores serão revisados em meados de 2023, quando poderão sofrer alterações. São eles:
- Bandeira verde: sem cobrança adicional;
- Bandeira amarela: +59,5%, de R$ 18,74 para R$ 29,89 por megawatt-hora (MWh);
- Bandeira vermelha patamar 1: +63,7%, de R$ 39,71 para R$ 65 por megawatt-hora (MWh);
- Bandeira vermelha patamar 2: +3,2%, de R$ 94,92 para R$ 97,95 por megawatt-hora (MWh).
A bandeira que tem o menor valor é a verde, aplicada desde abril. Porém, caso ocorra nova escassez hídrica ou qualquer fator que aumente o custo de produção de energia elétrica, a conta de luz pode ficar até 64% mais cara, conforme aumento dos valores adicionais aprovados pela Aneel.
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Conta de luz com tarifa social
A Tarifa Social de Energia Elétrica é um benefício concedido pelo Governo Federal às pessoas de baixa renda. Por meio dele, o cidadão recebe desconto de 10 a 65% no valor mensal da conta de luz, dependendo da faixa de consumo. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, têm direito ao benefício as casas classificadas na Subclasse Residencial Baixa Renda que atendam as seguintes condições:
- moradores pertençam a uma família inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal; e
- renda familiar mensal per capita seja menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou
- algum dos moradores receba o benefício de prestação continuada da assistência social.
Excepcionalmente, também pode ser beneficiada com o desconto na conta de luz a unidade consumidora habitada por família inscrita no CadÚnico e com renda mensal de até 3 salários mínimos. Nesse caso, algum membro deve ser portador de doença ou patologia cujo tratamento ou procedimento médico pertinente requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos. Não precisa fazer cadastro. Basta estar registrado no CadÚnico para ser automaticamente selecionado pelo governo para pagar menos na conta de luz.
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