Aprovada proposta que cria Política Nacional de Educação Digital
A aprovação da proposta pode modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Todos os níveis de ensino serão estimulados a Educação Digital
Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br Publicado em 04/08/2022, às 21h12
Nesta quinta-feira (4) a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que cria a Política Nacional de Educação Digital. A medida visa promover informação e competências digitais, ferramentas online, formação e pesquisa para incentivar a inclusão digital. O texto será levado ao Senado para análise.
A aprovação da proposta pode modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na qual currículos da educação básica devem incluir as competências digitais ao longo das etapas, desde o ensino fundamental. De acordo com a proposta, o poder executivo federal deve regulamentar a política, que deve estar prevista no plano nacional plurianual específico e na lei orçamentária que vai até 2030.
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Profissões com maior crescimento em demanda estariam relacionadas à Educação Digital
O relator, deputado Israel Batista (PSB-DF) disse que “é importante salientar que, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças iniciando o ensino fundamental hoje terão profissões que ainda não existem. Além disso, 8 das 10 profissões com maior crescimento em demanda são relacionadas à tecnologia”.
O texto está estruturado em quatro eixos:
- Inclusão Digital: garantir que toda a população brasileira tenha igual acesso às tecnologias digitais para obter informações, comunicar-se e interagir com outras pessoas.
- Educação Digital Escolar: garantir a educação digital da população mais jovem, estimulando e reforçando o letramento digital e as competências digitais em todos os níveis de escolaridade e como parte da aprendizagem ao longo da vida.
- Capacitação e Especialização Digital: promover a especialização em fundamentos, tecnologias e aplicações digitais, capacitando a população brasileira ativa, fornecendo-lhes os conhecimentos de que precisam para fazer parte de um mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais para garantir a competitividade empresarial – empreendedorismo, pensamento crítico e inovação, de modo a promover a empregabilidade e o bem-estar do indivíduo, da comunidade, do país e do planeta.
- Pesquisa Digital: assegurar a existência de condições para a produção de novos conhecimentos e participação ativa de pesquisadores brasileiros em redes e programas internacionais de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Segundo Batista, a proposta foi criada para alcançar todos os níveis da educação - desde educação básica à pesquisa.
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